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Automóveis Elétricos: um “vai - não vai” centenário.

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Para quem imagina que os estudos e projetos para desenvolvimento de automóveis movidos à eletricidade são uma preocupação recente, motivada pela necessidade de diminuir as emissões de gazes poluentes, que contribuem para o efeito estufa e o aquecimento global, este post pode ser uma pequenina surpresa.

A Porsche mostra seu passado “ecologicamente correto”

Provocada por uma intriga “marketeira” com a Toyota sobre quem teria criado o primeiro carro elétrico, a Porsche exibiu durante a Los Angeles Auto Show 2007 o veiculo que aparece na foto abaixo. Ele é um Lohner-Porsche fabricado em 1900. Observe as rodas dianteiras e veja que elas têm tambores, que parece ser de freios. Não são! São motores elétricos supridos de eletricidade por um dínamo movido por um motor a combustão.

Lohner-Porsche: automóvel híbrido elétrico fabricado em 1900.
A conclusão obvia é: a Porsche, já em 1900, havia criado o primeiro carro de passeio híbrido. Por que razão o projeto foi descontinuado? Não consegui descobrir.

Shai Agassi: mais um reinventor da roda?

Shai Agassi é um ex-executivo da SAP, uma gigante do setor de sistemas administrativos. É um sujeito que tem boas intenções e grandes pretensões. Segundo suas próprias palavras, ele pretende que sua nova empresa venha ser "o Google das baterias". Ele acha que tem uma idéia suficientemente boa para isto. O grande trunfo dela é que foi arquitetada e apresentada por Agassi como um projeto de infra-estrutura que viabilizaria o uso em grande escala de carros elétricos. Como muitos sabem, um dos principais problemas com este tipo de veículo é o tempo consumido para a recarga das baterias, um grande limitante da autonomia e da continuidade de uso. Agassi pretende resolver este “probleminha”.
Mas qual é a essência da idéia julgada por Agassi como inovadora? Bom, tenho eu a impressão que ele já usou pilhas ou aparelhos celulares e chegou à mesma conclusão que muitos outros usuários destes produtos: se demorar muito para recarregar, troque! Ou seja, tire a bateria descarregada, deixe-a carregando e coloque uma com carga plena para continuar a andar/usar. Em suma, ele pretende construir muitos postos de trocas de baterias, para que sejam tão comuns como os postos de combustíveis. Comenta-se que seu grande parceiro na idéia é a Tesla Motors, que fabrica carros elétricos e, obviamente, seria beneficiada caso a idéia viesse a funcionar.
No fundo, eu até torço para que Agassi esteja certo e consiga viabilizar definitivamente os automóveis elétricos (que, alias, tem uma aceleração assustadora!). A única coisa a esclarecer é que a idéia não é dele, nem é nova. Observe a foto a seguir.


Certamente, você percebeu que o veículo (um microônibus) tem a famosa estrela de três pontas da Mercedes-Benz na grade dianteira. O que você não poderia saber é quando a foto foi tirada nem o que está sendo representado ali, por isto eu vou dizer. A foto foi tirada em 1972, quando a Mercedes testou exatamente o que Shai quer fazer agora. Nela se vê a troca de um conjunto de baterias. Ela construiu 89 unidades do protótipo que recebeu o nome de LE 306, desenvolvia 42hp de potência, velocidade de 70km/h e tinha autonomia para rodar 65km sem recarga. Tal fato ocorreu 35 anos atrás e a razão da época era outra, a famosa crise do petróleo. Depois de 2.9 milhão quilômetros de testes, apesar de ter sido considerado viável para uso em transporte urbano, com o fim da crise do petróleo e pelo fato das baterias serem muito caras à época, a empresa abandonou o projeto. É uma pena.

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